STJD nega pedido do Palmeiras e confirma vitória do Inter

Em julgamento realizado nesta quinta-feira (8), o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) negou o pedido do Palmeiras de impugnação do jogo diante do Internacional, realizado no dia 27 de outubro e vencido pelo Colorado por 2 a 1. A diretoria do clube paulista alegava que houve influência externa para determinar a decisão da equipe de arbitragem em anular o gol de Hernán Barcos, marcado com a mão. Com isso, o Inter segue com 51 pontos na tabela do Campeonato Brasileiro, ocupando a sexta colocação. Já o Palmeiras fica com 33 pontos, na 18ª posição na competição.

“O máximo que o Palmeiras deveria ter pedido, era a validação do gol, e não sua anulação. Esse pedido é um absurdo, se isso acontecer tem que pegar o boné e ir embora”, afirmou o procurador geral do STJD, Paulo Schmitt. “Se essa partida for remarcada, quem vai apitar? Vai ser portão fechado? Porque vai dar morte. Anular uma partida é um absurdo”, completou.

Durante o julgamento, a primeira prova apresentada pelo advogado do Palmeiras, José Mauro Couto, foi a transmissão do jogo da TV Bandeirantes. O trecho do vídeo trazia relato da repórter Tayná Rodrigues, no qual ela comenta que o delegado do jogo perguntou aos jornalistas se o lance havia sido de mão. O Internacional rebateu com áudio e imagens da TV Globo da partida, em que não existem comentários nesse sentido.

O atacante Barcos, o árbitro da partida, Francisco Carlos Nascimento, o quarto árbitro, Jean Pierre Gonçalves Lima, e o delegado do jogo, Gérson Baluta, também deram os seus depoimentos.

A decisão final foi a de manter o resultado original da partida, por nove votos a zero, pois os membros do tribunal entenderam que não houve interferência externa. “Tanto não houve influência externa que, após cinco minutos, mesmo com toda a imprensa sabendo quem marcou o gol de mão, a arbitragem não teve conhecimento disso”, disse Paulo Schmitt.

O advogado do Palmeiras, porém, questionou os depoimentos da equipe de arbitragem e do delegado, defendendo a tese de que este interferiu na decisão. “Porque que o delegado do jogo apareceu tanto? A imprensa estava louca? Ela não tinha nenhum interesse no caso, e merece muito mais credibilidade que os depoimentos do delegado e do árbitro aqui hoje, que pretendem negar qualquer erro que possam ter tido”, afirmou Couto.

Na súmula da partida, Francisco Carlos Nascimento já havia dito que “nada houve de anormal” durante o duelo entre Inter e Palmeiras.

André Dayan

 

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