Como Assis, em SP, tenta ajudar o esporte paraolímpico brasileiro

Por Elisa Luz e Jamila Araujo

A prática de esportes transforma a vida de pessoas com deficiência (PCD): permite a integração social, oferece uma condição de vida normal, saudável e facilita as conquistas de objetivos pessoais e profissionais, além de ser um caminho de superação. Para os paratletas brasileiros, isso ainda não é suficiente. Falta de patrocínio, de conhecimento, de materiais e equipamentos adequados, infraestrutura e ausência de políticas de investimento dos governos são algumas das barreiras a serem ultrapassadas pelos paratletas. Todos esses obstáculos, no entanto, começam a ser derrubados no interior de São Paulo.

Zinho Macruz, professor de natação na cidade de Assis, interior de São Paulo, tem como objetivo estimular a prática de esporte e derrubar preconceitos. O professor busca pessoas com deficiência física e dificuldades socioeconômicas para apoiar e transformar em atletas competitivos, iniciativa adotada por ele mesmo em 1997.

Macruz acredita na persistência dos atletas para obtenção de sucesso e melhor qualidade de vida. “Não importa a deficiência. Quando abraçam o esporte, as dificuldades são afastadas para bem longe”, declara.

Dentre os mais de trinta paratletas que já passaram pela escola de natação, destaca-se Ercílio Rocha Ribeiro Filho, jovem paratleta de 25 anos. Ercílio nasceu sem um dos braços e, depois de muita luta, obteve êxito. Além de já ter conquistado diversos títulos, foi por meio da natação que conseguiu se formar em Educação Física e hoje transmite seus conhecimentos na mesma escola que o lançou. Ercílio é hoje um professor de natação com vários títulos estaduais e um título nacional. Um de seus objetivos é ser campeão mundial de natação. “No esporte, além dos treinamentos, a perseverança, o acreditar, o incentivo e o patrocínio são os fatores favoráveis para o rendimento e crescimento de um atleta, para que ele consiga chegar no topo”, afirma Ercílio.

Equipe Espirito Santos e Equipe Assis/Prudente - Circuito Paralímpico Caixa 2012

Equipe Espirito Santos e Equipe Assis/Prudente – Circuito Paralímpico Caixa 2012

A busca por uma Paraolimpíada

Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, o primeiro tipo de classificação para pessoas com deficiência física foi desenvolvido, na Inglaterra, em 1944, por meio de médicos e especialistas da área de reabilitação. Hoje, a classificação utilizada constitui-se em um favor de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e competitiva, colocando as deficiências semelhantes em um grupo determinado.

Ercilio Rocha Ribeiro Filho ao centro1º lugar e Campeão Brasileiro - 100m Borboleta

O Comitê Paralímpico Internacional reconhece cinco categorias de deficiência para a participação em competições: paralisados cerebrais, deficientes visuais, atletas em cadeira de rodas, amputados e outras deficiências que não podem ser inclusas nas categorias anteriores.

Cada esporte determina seu próprio sistema de classificação, baseado nas habilidades funcionais, identificando as áreas chaves que afetam o desempenho para a performance básica do esporte escolhido. A habilidade funcional necessária independe do nível de habilidade ou treinamento adquirido. Um atleta que compete em mais de um esporte recebe uma classificação diferenciada para cada modalidade.

A equipe de classificação pode ser composta por três profissionais da área de saúde: médico, fisioterapeuta e um professor de Educação Física. A classificação é realizada em três estágios: médico, funcional e técnico. Na parte médica é feito um exame físico para verificar exatamente a patologia do atleta. Na avaliação funcional são realizados testes de força muscular. A avaliação técnica consiste na demonstração da prova realizada utilizando as adaptações necessárias.

Razões para comemorar

A Delegação Paralímpica Brasileira voltou de Londres com o sentimento de missão cumprida e com razões de sobra para comemorar seu desempenho. Além do total de 43 medalhas, o recorde de medalhas de ouro brasileiras em Jogos Paralímpicos garantiu ao país o sétimo lugar no quadro geral, uma posição histórica para o paradesposto brasileiro.

Zinho acredita na persistência destes atletas para obtenção de sucesso e melhor qualidade de vida. “Não importa a deficiência, podem não enxergar, não ter pernas perfeitas ou ausência de algum de seus membros, mas quando abraça o esporte, as dificuldades são afastadas para bem longe”, declara.

Dentre os mais de trinta paratletas que já passaram pela escola de natação, destaca-se Ercílio Rocha Ribeiro Filho, jovem paratleta de 25 anos. Ercílio nasceu sem um dos braços e depois de muita luta conseguiu dar a volta por cima. Além de já ter conquistado diversos títulos, foi por meio da natação que conseguiu se formar em Educação Física e hoje transmite seus conhecimentos na mesma escola que o lançou. Ercílio é hoje um professor de natação com vários títulos estaduais e um título nacional. Um de seus objetivos é ser campeão mundial de natação.

O paratleta, professor, destaca os principais elementos necessários para o sucesso. “No esporte, além dos treinamentos, a perseverança, o acreditar, o incentivo e o patrocínio são os fatores favoráveis para o rendimento e crescimento de um atleta, para que ele consiga chegar no topo”, afirma Ercílio.

Quadro de Medalhas

Entrevista

 

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