Como as manipulações mancham o futebol

Por Dênis de Lima e Murillo Lopes

Juventus, uma das equipes envolvidas no “Calciopoli”

Trezentos e oitenta: este é o número de partidas de futebol suspeitas de manipulação em importantes competições disputadas no mundo, de Liga dos Campeões da Europa a eliminatórias para a disputa da Copa do Mundo. É como se uma partida, em dez edições ininterruptas do Campeonato Brasileiro, tivesse um resultado adulterado por bandidos. É terrificante.

No último dia 4, a Europol (polícia europeia) descobriu um esquema de corrupção envolvendo mais de 15 países. Ainda de acordo com a organização, já está provado que houve manipulação de jogos em 150 casos. As manipulações aconteceram em função do mercado de apostas feitas na internet: assim que a partida era escolhida, a quadrilha procurava juízes, jogadores e/ou dirigentes que participariam dos jogos e os subornava. O resultado era combinado de modo a beneficiar certo grupo de apostadores. Também de acordo com a Europol, a quadrilha atua na Europa e na Ásia e obteve o equivalente a 21 de milhões de reais em lucro com a manipulação de resultados. Com esse dinheiro, é possível comprar cerca de 1.000 carros populares.

Outros casos de manipulação tiveram repercussão internacional: o “Calciopoli”, na Itália, envolveu as equipes Reggina, Fiorentina, Lazio, Milan e Juventus. Os times foram acusados de selecionar árbitros para controlar os resultados dos jogos. 14 partidas foram investigadas. O caso foi descoberto em maio de 2006 e os times foram punidos: Lazio, Reggina, Milan e Fiorentina iniciaram a competição do ano seguinte com pontos negativos (respectivamente, 3, 11, 8 e 15) e a Juventus, além de perder os títulos de 2005 e 2006 do Campeonato Italiano, foi rebaixada para a 2ª divisão e iniciou a competição seguinte com nove pontos negativos. Dirigentes de equipes e juízes também foram punidos: receberam suspensão do futebol, de três meses a cinco anos. Por exemplo, o árbitro Massino de Santis foi suspenso por quatro anos.

Resultados manipulados não são exclusividade do Velho Mundo. A “Máfia do Apito” interferiu em várias partidas do Campeonato Brasileiro de 2005. O esquema contava com golpistas de sites de apostas e juízes de futebol. Os resultados eram combinados com os juízes e a quadrilha obtinha lucros milionários com apostas feitas na internet. Um dos árbitros envolvidos, Edilson Pereira de Carvalho, admitiu ser parte do esquema e foi banido do esporte. 11 partidas do Campeonato Brasileiro daquele ano tiveram que ser jogadas novamente – a ideia era anular a atuação de Carvalho na competição.

A Alemanha também não escapou. No começo de 2005, foi descoberto que o juiz Robert Hoyzer era pago por apostadores croatas para influenciar o resultado dos jogos. Das 13 partidas manipuladas, a que mais teve repercussão foi Paderborn x Hamburgo, pela Copa da Alemanha. Dois pênaltis marcados por Hoyzer (o que eliminou o Hamburgo, pois ele perdeu por 4 a 2) despertaram a confiança de algumas pessoas  e, graças às denuncias de outros árbitros, a ligação entre Hoyzer e os croatas foi descoberta. O juiz ficou preso por mais de dois anos e foi banido do esporte, os croatas receberam penas de até três anos de prisão e o Hamburgo recebeu 2 milhões de euros como compensação por ter sido indevidamente eliminado da Copa da Alemanha.

Manipulação: é possível evitar?
Tanto a FIFA, quanto o comitê organizador da Copa foram questionados por esta reportagem sobre medidas para evitar que a manipulação de resultados volte a acontecer. É um assunto importante, especialmente considerando que a Copa acontece no ano que vem. Entretanto, nenhum deles respondeu. Jornalistas Esportivos também receberam perguntas por e-mail sobre o assunto, mas apenas um se dispôs a falar: Juca Kfouri. Abaixo, a entrevista:

Recentemente, a Europol descobriu que muitas partidas ao redor do mundo tiveram os resultados manipulados. Como isso afeta a credibilidade do esporte? Como o público se sente em relação a isso? Afeta de maneira grave e gera profunda desconfiança no torcedor.

O que a FIFA pode fazer para impedir a manipulação de resultados? Existe alguma iniciativa específica para isso? Muito pouco, porque a praga das apostas via internet é incontrolável.

Que punições a FIFA e a Justiça dos países onde os jogos manipulados aconteceram vão dar aos envolvidos (juízes, jogadores, apostadores etc)? Quando pegos, devem ser sumariamente banidos.

Como evitar que manipulações aconteçam na Copa 2014? O Brasil conseguiu aprender alguma coisa com o escândalo da Máfia do Apito em 2005 para evitar que algo semelhante volte a acontecer? Não vejo como. E não aprendemos nada, até porque quem comanda o futebol brasileiro não é flor que se cheire, ao contrário.

Veja a Linha do Tempo dos escândalos e o gráfico comparando o número de partidas manipuladas em cada uma das ocasiões.

Foto: Bianconero.

A Europa não é logo ali: é aqui

Por André Dayan e George Raposo

Hoje, é fácil perceber a influência do futebol europeu na cultura esportiva do brasileiro. Basta andar pelas ruas de qualquer grande cidade do país para notar a onipresença de camisas de times do velho continente. É o crescimento – até vertiginoso – do número de torcedores – e novos apaixonados – por times de outras localidades.

Torcida do Arsenal BR em encontro em São Paulo (Foto: Reprodução / Arsenal BR)

Torcida do Arsenal BR em encontro em São Paulo (Foto: Reprodução / Arsenal BR)

A internet tem sido uma grande ferramenta que auxilia a popularidade das equipes. Sites não-oficiais, perfis no Twitter e muitos e muitos blogs ajudam na aproximação de pessoas com um mesmo interesse: torcer. Um exemplo é a “Real Madrid Brasil”, no Facebook. Criada em outubro de 2012, já recebeu adesão de mais de 70.000 pessoas.

Outro destaque no mundo virtual provém do clube inglês Manchester United. O time possui um dos sites mais organizados entre equipes do Velho Continente ao apresentar conteúdos relativos ao time, além das seções “Rádio ManUtd BR” e “ManUtd BR TV”, que fornecem conteúdos autorais. Agora, a intenção dos responsáveis pelo site também é a abertura de uma loja online especializada.

Esse acréscimo nada desprezível de simpatizantes se deve, em grande parte, ao crescimento do acesso à TV por assinatura no país. Atualmente, existem 15,4 milhões de domicílios com este serviço no território nacional, número 188% maior em relação a 2007. Isso mostra que a tendência é que o povo brasileiro tenha cada vez mais acesso às transmissões de partidas válidas por competições internacionais, que ocupam grande parte da grade de programação dos canais fechados especializados em esportes.

No final de semana entre 22 e 24 de fevereiro, por exemplo, foram 30 transmissões inéditas de jogos válidos por campeonatos estrangeiros, sem contar as reprises. No mesmo período, a TV fechada exibiu apenas cinco partidas disputadas no Brasil (sem contar o Pay-per-view).

Em um relatório elaborado pela Pluri Consultoria, o economista e especialista em gestão e marketing do esporte Fernando Ferreira garante que há uma mudança de comportamento do próprio torcedor. “A TV a cabo está começando a fazer, com o torcedor brasileiro, o que o rádio e a TV fizeram no passado com os torcedores de centros regionais em que os principais clubes não eram tão fortes quanto os do eixo Rio-SP”, afirma.

Ademais, qualquer cidadão munido de um dispositivo com conexão à internet tem condições de acompanhar, em português, sobre qualquer time do mundo. “E quanto mais a TV por assinatura se popularizar, maior será a influência do futebol e dos times estrangeiros sobre o Brasil”, diz Ferreira.

Alguns dos principais times europeus possuem até verdadeiras torcidas organizadas no Brasil. Uma delas é a Penya Barcelonista de São Paulo . Fundada em agosto de 2004 por um grupo de integrantes do Catalonia (Centro de Cultura Catalã de São Paulo), a Penya foi o primeiro fã-clube do Barcelona no Brasil.

A torcida se reúne na maioria dos jogos do clube espanhol em um bar da Vila Madalena, bairro da zona oeste da capital paulista. “Para nós, que vivemos longe da Catalunha, era muito difícil acompanhar os jogos do Barcelona em casa, sozinhos. Por isso resolvemos nos reunir para assistir aos jogos da equipe, o que acaba sendo uma forma de voltar a ter contato direto com a nossa terra”, diz Ferran Royo, presidente da Penya Barcelonista de São Paulo.

Espanhol, Royo diz que qualquer torcedor ou simpatizante do Barça é bem-vindo no grupo. “Muita gente tem receio de entrar para a torcida porque acha que nós somos uma ‘panelinha’ que só conversa em catalão. Mas isso não é verdade, tanto que, hoje em dia, a maioria dos membros da Penya são brasileiros”, diz ele.

As palavras de Royo puderam ser confirmadas na partida do Barcelona diante do Milan, disputada no último dia 20 de fevereiro, válida pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões da Europa e que foi acompanhada pela reportagem ao lado dos integrantes da Penya. A maioria dos presentes era brasileira. Um dos poucos que estavam com a camisa do Barcelona (talvez pelo fato de a partida ser em uma tarde de quarta-feira) era Lucas. Integrante da torcida desde 2010, ele diz que acompanha a maioria dos jogos no local e que não é apenas um simpatizante da equipe catalã. “Eu não torço para nenhum time do Brasil, apenas para o Barcelona”, garante.

Como Assis, em SP, tenta ajudar o esporte paraolímpico brasileiro

Por Elisa Luz e Jamila Araujo

A prática de esportes transforma a vida de pessoas com deficiência (PCD): permite a integração social, oferece uma condição de vida normal, saudável e facilita as conquistas de objetivos pessoais e profissionais, além de ser um caminho de superação. Para os paratletas brasileiros, isso ainda não é suficiente. Falta de patrocínio, de conhecimento, de materiais e equipamentos adequados, infraestrutura e ausência de políticas de investimento dos governos são algumas das barreiras a serem ultrapassadas pelos paratletas. Todos esses obstáculos, no entanto, começam a ser derrubados no interior de São Paulo.

Zinho Macruz, professor de natação na cidade de Assis, interior de São Paulo, tem como objetivo estimular a prática de esporte e derrubar preconceitos. O professor busca pessoas com deficiência física e dificuldades socioeconômicas para apoiar e transformar em atletas competitivos, iniciativa adotada por ele mesmo em 1997.

Macruz acredita na persistência dos atletas para obtenção de sucesso e melhor qualidade de vida. “Não importa a deficiência. Quando abraçam o esporte, as dificuldades são afastadas para bem longe”, declara.

Dentre os mais de trinta paratletas que já passaram pela escola de natação, destaca-se Ercílio Rocha Ribeiro Filho, jovem paratleta de 25 anos. Ercílio nasceu sem um dos braços e, depois de muita luta, obteve êxito. Além de já ter conquistado diversos títulos, foi por meio da natação que conseguiu se formar em Educação Física e hoje transmite seus conhecimentos na mesma escola que o lançou. Ercílio é hoje um professor de natação com vários títulos estaduais e um título nacional. Um de seus objetivos é ser campeão mundial de natação. “No esporte, além dos treinamentos, a perseverança, o acreditar, o incentivo e o patrocínio são os fatores favoráveis para o rendimento e crescimento de um atleta, para que ele consiga chegar no topo”, afirma Ercílio.

Equipe Espirito Santos e Equipe Assis/Prudente - Circuito Paralímpico Caixa 2012

Equipe Espirito Santos e Equipe Assis/Prudente – Circuito Paralímpico Caixa 2012

A busca por uma Paraolimpíada

Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro, o primeiro tipo de classificação para pessoas com deficiência física foi desenvolvido, na Inglaterra, em 1944, por meio de médicos e especialistas da área de reabilitação. Hoje, a classificação utilizada constitui-se em um favor de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e competitiva, colocando as deficiências semelhantes em um grupo determinado.

Ercilio Rocha Ribeiro Filho ao centro1º lugar e Campeão Brasileiro - 100m Borboleta

O Comitê Paralímpico Internacional reconhece cinco categorias de deficiência para a participação em competições: paralisados cerebrais, deficientes visuais, atletas em cadeira de rodas, amputados e outras deficiências que não podem ser inclusas nas categorias anteriores.

Cada esporte determina seu próprio sistema de classificação, baseado nas habilidades funcionais, identificando as áreas chaves que afetam o desempenho para a performance básica do esporte escolhido. A habilidade funcional necessária independe do nível de habilidade ou treinamento adquirido. Um atleta que compete em mais de um esporte recebe uma classificação diferenciada para cada modalidade.

A equipe de classificação pode ser composta por três profissionais da área de saúde: médico, fisioterapeuta e um professor de Educação Física. A classificação é realizada em três estágios: médico, funcional e técnico. Na parte médica é feito um exame físico para verificar exatamente a patologia do atleta. Na avaliação funcional são realizados testes de força muscular. A avaliação técnica consiste na demonstração da prova realizada utilizando as adaptações necessárias.

Razões para comemorar

A Delegação Paralímpica Brasileira voltou de Londres com o sentimento de missão cumprida e com razões de sobra para comemorar seu desempenho. Além do total de 43 medalhas, o recorde de medalhas de ouro brasileiras em Jogos Paralímpicos garantiu ao país o sétimo lugar no quadro geral, uma posição histórica para o paradesposto brasileiro.

Zinho acredita na persistência destes atletas para obtenção de sucesso e melhor qualidade de vida. “Não importa a deficiência, podem não enxergar, não ter pernas perfeitas ou ausência de algum de seus membros, mas quando abraça o esporte, as dificuldades são afastadas para bem longe”, declara.

Dentre os mais de trinta paratletas que já passaram pela escola de natação, destaca-se Ercílio Rocha Ribeiro Filho, jovem paratleta de 25 anos. Ercílio nasceu sem um dos braços e depois de muita luta conseguiu dar a volta por cima. Além de já ter conquistado diversos títulos, foi por meio da natação que conseguiu se formar em Educação Física e hoje transmite seus conhecimentos na mesma escola que o lançou. Ercílio é hoje um professor de natação com vários títulos estaduais e um título nacional. Um de seus objetivos é ser campeão mundial de natação.

O paratleta, professor, destaca os principais elementos necessários para o sucesso. “No esporte, além dos treinamentos, a perseverança, o acreditar, o incentivo e o patrocínio são os fatores favoráveis para o rendimento e crescimento de um atleta, para que ele consiga chegar no topo”, afirma Ercílio.

Quadro de Medalhas

Entrevista

 

Copa das Confederações terá ingressos a preço popular

Os ingressos para a Copa das Confederações, que acontecem em julho, no Brasil, começam a ser vendidos no dia 3 de dezembro. Os preços dos ingressos variam de R$ 28,50 (meia entrada exclusiva para o público brasileiro), até R$ 418,00 (preço da categoria mais nobre na partida final, que será realizada no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro). Serão disponibilizados 830 mil ingressos, para as 16 partidas. A informação foi divulgada pela Fifa durante evento nesta quarta-feira.

Os interessados poderão então solicitar ingressos até 15 de janeiro de 2013. O dia e a hora da solicitação durante esse período não terão relevância para a aceitação do pedido. Se necessário, um sorteio será feito ao final da fase de venda. Na fase de venda de última hora, os ingressos estarão disponíveis para compra apenas por ordem de encomenda, até o último dia do torneio. Idosos, estudantes e participantes do Bolsa-Família poderão ter acesso a meia-entrada para todos os jogos. A Fifa, no entanto, ressaltou a intensa fiscalização nesse processo.

Além do valor e da data de venda dos ingressos, a Fifa definiu também as seis cidades que vão receber a competição: Recife, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador.

O torneio é disputado por oito seleções, sete das quais já estão definidas: Brasil, Espanha, Uruguai, Itália, México, Japão e Taiti. O representante africano será definido no início de 2013.

Veja abaixo os preços dos ingressos da Copa das Confederações:

Jogo de abertura e semifinais:

Categoria 1: R$ 266
Categoria 2: R$ 190
Categoria 3 e pessoas com deficiência: R$ 152
Categoria 4: R$ 76
Meia-entrada: R$ 38

Jogos da fase de grupos e decisão de 3° lugar:

Categoria 1: R$ 228
Categoria 2: R$ 143
Categoria 3 e pessoas com deficiência: R$ 114
Categoria 4: R$ 57
Meia-entrada: R$ 28,50

Final:

Categoria 1: R$ 418
Categoria 2: R$ 266
Categoria 3 e pessoas com deficiência: R$ 190
Categoria 4: R$ 95
Meia-entrada: R$ 47,50

Milena Antunes

Superior Tribunal mantém resultado de jogo entre Inter e Palmeiras

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva, em decisão unânime, manteve o resultado do jogo entre Inter e Palmeiras, vencida pelos gaúchos por 2 a 1. O processo 188/2012 foi julgado hoje, e, por 9 votos a 0, os membros do Pleno rejeitaram o pedido de impugnação do confronto, feito pelo clube paulista.

Assim, o Inter, que tinha os pontos da partida congelados até o julgamento de hoje, confirma os 51 pontos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, que o deixa na 6ª colocação. Já o Palmeiras permanece em 18º, com 33 pontos, e com grandes possibilidades de ser rebaixado para a disputa da série B no ano que vem.

O advogado do Palmeiras, José Mauro Couto, apresentou um trecho da transmissão do jogo realizada pela TV Bandeirantes, em que a repórter Tayná Rodrigues afirma que o delegado do jogo perguntou aos repórteres se o atacante Barcos havia colocado a mão na bola. O lance daria origem ao segundo gol do time paulista, que acabou anulado pelo árbitro Francisco Carlos Nascimento. Daniel Cravo, advogado dos gaúchos, pediu que apenas as evidências presentes nos autos fossem consideradas, e foi atendido.

Barcos foi o primeiro a depor, afirmando que colocou a mão na bola porque sofreu falta do zagueiro Índio e que não ouviu um possível pedido do árbitro por ajuda externa para tomar a decisão sobre o lance. Depois, Francisco Carlos declarou que o quarto árbitro, Jean Pierre Gonçalvess Lima, o informou sobre o gol 12 segundos depois. Sua declaração foi confirmada por Pierre.

Gerson Batuta, delegado do jogo, disse que viu a irregularidade cometida por Barcos, mas não conversou com repórteres ou com o árbitro. Após novos depoimentos dos advogados dos clubes, os membros do STJD confirmaram a vitória do Internacional.

 

João Felipe Coelho Viterbo

STJD reverencia futebol e Neymar poderá atuar pelo brasileirão

O STJD, rotulado por muitos torcedores como um protagonista indesejado desta reta final do campeonato brasileiro, finalmente entrou em sintonia com o clamor dos apaixonados pelo futebol e deu uma pena não restritiva ao verdadeiro ator principal da competição.

Nesta quinta-feira, no julgamento do recurso impetrado pelos advogados do Santos, o tribunal decidiu reduzir de dois para apenas um jogo de gancho a pena de Neymar. O atacante havia sido punido por dar um pisão no lateral Pará, seu ex-companheiro de clube, no confronto diante do Grêmio, no Olímpico.

Com a vitória fora dos gramados, Neymar vai poder enfrentar o Atlético-GO, sábado, às 19h30, em Bezerrão, na cidade-satélite do Gama, no Distrito Federal. Além da visita a uma instituição de caridade – com duração de no mínimo uma hora -, Neymar terá de fazer uma doação de 10.000 reais à mesma.

José Maria de Miranda Neto

 

 

Neymar vence no STJD e é liberado de suspensão

O Santos transformou em caridade a suspensão que Neymar havia recebido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Nesta quinta-feira, o tribunal decidiu reduzir de dois para apenas um jogo a pena do atacante por ter dado um pisão no lateral Pará, seu ex-companheiro de clube, no confronto diante do Grêmio, no Olímpico.

No julgamento anterior realizado pela Terceira Comissão Disciplinar, em 17 de outubro, o jogador foi punido com dois jogos de suspensão, um deles já cumprido como pena automática. Antes que ele cumprisse a segunda partida, o Santos conseguiu um efeito suspensivo até o julgamento desta quinta-feira. Com a vitória no SJTD, Neymar vai poder enfrentar o Atlético-GO, sábado, às 19h30, em Bezerrão, na cidade-satélite do Gama, no Distrito Federal.  Porém nem tudo saiu “barato” nesta pena alternativa, além da visita a uma instituição de caridade Neymar terá de fazer uma doação de 10.000 reais a ela.

Erik Reis